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| Programação ZDBMüzique Junho 2009 - : |
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JACKIE-O MOTHERFUCKER (US) DRAGGIN AN OX THROUGH WATER (US)
JACKIE-O MOTHERFUCKER Regresso do colectivo freeform Jackie-O Motherfucker à ZDB, quase quatro anos depois de uma primeira e memorável actuação no contexto do festival Where’s The Love (na altura com os italianos My Cat Is Na Alien na formação).
Com álbum novo acabado de sair (“Ballads Of The Revolution”, edição Fire Museum), o ensemble coordenado por Tom Greenwood epitomiza a ideia “always different, always the same”. Associando uma ideia de livre-improvisação assente nas estruturas da cultura folclórica anglo-saxónica, os Jackie-O desenvolvem uma busca identitária profundamente enraizada numa ideia americana de todo o tipo de movimentos de vanguarda do último século (da música minimal à arte abstracta, da literatura subversiva ao cinema experimental). Uma permanente procura instintiva de quem se é e para onde se vai, documentada em discos (“The Magik Fire Music”, “Fig.5”, etc.) e, bem mais importante, em momentos – o concerto de quinta-feira, suspeitamos, poderá muito bem ser um deles.
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DRAGGIN AN OX THROUGH WATER Banda-pessoa materializada no norte-americano Brian Mumford, Dragging an Ox through Water desmembra insuspeitas canções acústicas com um trepidante cutelo electrónico. Syd Barrett, se não tivesse ido para casa tão cedo, poderia muito bem ter vindo dar aqui.
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Entrada : 8€
********************************************************************************************* Sábado, 04 de Julho a partir das 19h00 15 Anos de Zé Dos Bois MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA NATURAL AO AR LIVRE(R. Escola Politécnica 54 - Príncipe Real)
As portas abrem às 18h, Sun Araw arranca às 19h. A festa terá que terminar antes da meia-noite
KONONO Nº1 (CG) GUINÉ ALL STARS (GN) POCAHAUNTED (US) SUN ARAW (US)
KONONO Nº1 Ponto mais alto da primeira noite de festejos do 15º aniversário da ZDB, a actuação dos Konono nº 1 marca a estreia deste projecto da República Democrática do Congo em Lisboa.
Fundado há vinte e cinco anos por Mawangu Mingiedi, Konono nº 1 destaca-se no universo da música tradicional electrificada africana pelo uso de três likembes electrónicos (deste lado do mediterrâneo chamamos-lhes pianos de polegar) e percussão diversa maioritariamente construídos e amplificados a partir de velhas peças de automóveis e outros apetrechos similares resgatados do ferro-velho e posteriormente modificados. Com este sistema de som – que não é menos que um milagre – e as vozes de Waku Menga e Pauline Mbuka os Konono nº1 reinventam a música tradicional da etnia Bazombo (território congolense situado na fronteira com Angola, de onde Mingiedi é original), ligando engenhosamente à corrente o irresistível hipnotismo polirítmico que a caracteriza.
Apesar de editarem deste 1978, apenas em 2005, com o precioso “Congotronics”, lançado pela Crammed Discs, chegaram ao grande público ocidental. Já demasiado tempo se perdeu. É essencial partilhar da força criativa que guia esta gente.
Formação Mawangu Mingiedi likembé Mbuta Makonda likembé Mawangu Makuntima likembé Waku Menga voz Antoine Ndombele likembé baixo Ndofusu Mbiyavanga percussão Vincent Visi percussão Pauline Nsiala Mbuka voz
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GUINÉ ALL STARS Guiné All Stars reúne pela primeira vez um conjunto de músicos guineenses que a ZDB tem apresentado com alguma regularidade ao longo dos últimos anos nos mais diversos contextos de inovação perante uma tradição cultural pré-moderna.
Guineenses lisboetas, representantes por direito próprio de uma das diásporas africanas musicalmente mais ricas, Kimi Djabaté, Maio Coopé, N’ Dará Sumano, Braima Galissá, Sadjo, Gelajo Sane e Renato trazem a magia gumbé e griot ao Museu Nacional de História Natural.
Formação Kimi Djabaté voz, balafon e guitarra acústica Maio Coopé voz, cabaça, m'bira e percussões) N'Dara Sumano voz Braima Galissá kora Sadjo guitarra eléctrica Gelajo Sane percussão Renato baixo eléctrico
+ Info: Myspace Kimi Djabaté|Myspace Djumbai Jazz |Vídeo|Vídeo|Vídeo
POCAHAUNTED Sediada em LA, a NOT NOT FUN Records representa, em conjunto com as editoras Siltbreeze, Ecstatic Peace e VHF, um dos mais estimulantes catálogos deste final de década. Em torno de Britt Brown - gestor do selo - gravita um núcleo de projectos domésticos, com destaque para Robedoor, Pocahaunted, Magic Lantern e Sun Araw. Só nos últimos três anos, a NNF - iniciais pelas quais é carinhosamente conhecida - reuniu discos imprescindíveis de artistas impolutos como Thurston moore, Christina Carter, Ducktails, Teeth Mountain, Wet Hair ou os "nossos" Loosers. Agora, pela primeira vez na Europa, Pocahaunted e Sun Araw, duas das mais importantes bandas da NNF, mostram-se ao vivo.
Renovando desde 2006 o referencial místico e holístico do imaginário nativo-americano, os Pocahaunted efabularam-se em disco (obrigatório ouvir “Island Diamonds”, “Peyote Road” e o mais recente “Passage” ) como projecto de drone maciço, com a intuição rítmica do dub e de um funk movido 16 rpm. Amanda Brown e Diva Dompe (também no baixo) entoam cânticos estáticos, acompanhadas pela guitarra de Britt Brown, o órgão de Cameron Stallones e a bateria de Mark Gengras. O quinteto eleva o registo melódico para um universo que desde há décadas estilhaça ovos cósmicos, dilatando consciências, enquanto a secção rítmica engancha o corpo, direcionando-o para um experiência ritual, atulhada de groove, fumo e abandono de meia-pálpebra.
Formação Amanda Brown voz Diva Dompe baixo e voz Britt Brown guitarra Cameron Stallones orgão Mark Gengras bateria
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SUN ARAW Sun Araw, alias de Cameron Stallones (guitarrista dos Magic Lantern e colaborador pontual de Pocahaunted) faz-se acompanhar ao vivo por William Giacchi no órgão. Crème de la crème da Not Not Fun Records, Sun Araw depressa constituiu um corpo de trabalho fascinante e coeso.
Ouvindo a magistral "Horse Steppin" (de “Beach Head") conseguimos descobrir o manifesto: uma elegia ao kraut, ao rock amoniacal dos Spacemen 3 e uma essência tropical que de imediato põe em prática um universo melódico e rítmico de uma fresca música de Verão. É música de um onirismo febril - não menos pedrado - esta que encontramos nos arpejos de guitarra que gargarejam delay e no drone adocicado com que o orgão nos deixa encandeados. Às nossas praias chega agora o precioso búzio “Heavy Deeds” (LP, NNF)
Formação Cameron Stallones voz e guitarra William Giacchi orgão
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Entrada : €10 em venda antecipada; €12 no dia do evento | Bilhetes disponíveis antecipadamente na loja de discos Flur, Louie Louie e ZDB (4ª a Sáb, entre as 15h e as 23h e noites de concerto até à 1h00)
********************************************************************************************* CINEMA NO TERRAÇO Quartas-feiras, 8, 15, 22 e 29 de Julho, às 22h
Em Julho, a ZDBMüzique apresenta todas as quartas-feiras, às 22h00, sessões de cinema no nosso recém inaugurado Terraço. Serão exibidos quatro documentários cujo universo gravita em torno da música.
A ZDBMüzique é um espaço privilegiado de exposição que de forma transversal, se une pela transgressão, subversão e capacidade de acrescentar novas perspectivas de entendimento em torno de propostas sonoras. Dentro desta óptica este ciclo complementa-a, com um leque mais abrangente de possibilidades de descobertas artísticas.
Os filmes que o compõem enformam-se pela sua narrativa (seja de contornos políticos, biográficos, ou artísticos), pela originalidade de recursos ou apenas pelos músicos que retratam.
Agradecimentos: Christopher Fleeger, Dário Dinis, Joana Gusmão, Marta Furtado, Manuel Poças, Matt Wolf, Nestor Frenkel, Nuno Monteiro, Nuno Sena, Sofia Mora.
Um agradecimento especial ao Teatro Praga
Entrada : 2 €
Quarta, 8 de Julho às 22h00 PROTESTING THE DIXIE CHICKS De Christopher Fleeger (US)
(Estreia nacional com presença do realizador)
(2006, documentário, Americano, 59 min, DVD, cor, em inglês sem legendas)
Durante um concerto em Londres a vocalista Natalie Maines, da banda The Dixie Chicks, protesta contra a invasão dos Estados Unidos ao Iraque e declara: “Nós estamos do mesmo lado que vocês. Não queremos esta guerra, esta violência, e temos vergonha que o Presidente dos Estados Unidos seja do Texas”. Esta frase acaba por desencadear uma violenta manifestação patriótica por parte dos fãs Americanos, conduzindo a um boicote nacional ao trabalho da banda.
Christopher Fleeger é um músico/Cineasta/Performer natural de S. Francisco. O seu trabalho é, acima de tudo, motivado pela curiosidade: descobrir como a performance musical funciona, quando a música é criada por computadores. Como músico, colabora com os projectos: BarnWave (com Kevin Blechdom), Live Feed (com Scott Davey), Barpieces (com Charles Engstrom) e Phaedruther (com Dorian Chen). É membro permanente da EMF, Electronic Music Foundation. Em 2006 ficou mundialmente conhecido com o documentário Protesting the Dixie Chicks. Actualmente Christopher Fleeger prepara a estreia de DEMO, um musical Teatro Praga em estreia no Teatro Municipal S. Luiz no dia 17 Julho às 21h00. Este espectáculo conta com a música original de Kevin Blechdom, Christopher Fleeger e Andres Löo. DEMO é uma encomenda do São Luiz Teatro Municipal ao Teatro Praga e em co-produção com o Teatro Praga. Mais info sobre o espectáculo em: Teatro Praga|Teatro São Luiz
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Quarta, 15 de Julho às 22h00 WILD COMBINATION - A PORTRAIT OF ARTHUR RUSSEL De Matt Wolf (US)
(Estreia Nacional)
(2008, documentário, Americano, 71 min, DVD, cor, em inglês sem legendas)
WILD COMBINATION é o retrato visualmente absorvente do realizador Matt Wolf sobre o compositor, cantautor, violoncelista e produtor musical Arthur Russell. Antes da sua morte com SIDA em 1992, Arthur criou música prolificamente, que se espalhou por toda a pop e transcendeu as possibilidades da arte abstracta, num meio específico. Agora, 15 anos depois, com este documentário e as repercussões que originou, o trabalho de Arthur Russell chega finalmente à sua audiência. Wolf incorpora o raro material de arquivo e comentários da família e amigos mais próximos – incluindo Phillip Glass e Allen Ginsberg – para contar a sua história.
Matt Wolf nasceu em Londres, Inglaterra. Estudou no London Centre for Theatre Studies e começou a sua carreira no teatro, tendo integrado inúmeras produções teatrais em Londres, incluindo a peça “Macbeth alonside Twilight“(2008/I) com Robert Pattinson. Foi a voz oficial de Thor para os estúdios Marvel na animação Hulk Vs. (2009) e Thor: Tales of Asgard ambos de 2009. A sua voz está presente em inúmeros programas de rádio e televisão. Recentemente foi a voz de vinte e cinco personagens diferentes em três séries de sitecom, Nebulous com Mark Gatiss, Steve Coogan e David Warner tendo também representado múltiplos personagens na estreia de Keep your Pantheon de David Mamet com Martin Jarvis, ambos para a rádio BBC 4. Neste momento Matt Wolf vive em Los Angeles, onde mantém a sua produtora Cool Hand International.
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Quarta, 22 de Julho às 22h00 BUSCANDO A REYNOLS De Néstor Frenkel (AR)
(Estreia em Lisboa)
(2004, documentário, Argentina, 75 min, DVD, cor, falado em espanhol com legendas inglês)
O grupo Reynols tem várias particularidades. A mais notória é um dos seus membros ter Síndrome de Down. Outra das particularidades é ter uma vastíssima discografia editada em diversos países mas praticamente desconhecida na Argentina, seu país de origem, onde apenas editaram um álbum “Desmaterializado”. Miguel Tomasin toca bateria desde os três anos, aos 26 inscreveu-se na EFIMUS (Escola de Formação Integral para Músicos), onde Alan Courtis, Roberto Conlazo e Patrício Conlazo ensinam música, e pouco depois formou o grupo Reynols. O aluno 'debilitado' foi passando da bateria para o teclado e voz, até se converter no motor de inspiração deste grupo de artistas. Em contraposição às práticas da “reeducação”, os membros de Reynols propõem uma lógica onde o que é comummente reconhecido como disfunção é valorizado enquanto liberdade e originalidade. Esta postura assumida e a sua imagem singular, herdada da cultura rock, tornam o grupo susceptível a constantes controvérsias, provocando reacções ambivalentes tanto no campo educacional como no da arte.
Nestor Frenkel nasceu em Buenos Aires em 1967. Começou como técnico de Som para cinema em 1993, sendo que em 1999 dirigiu e produziu uma série de curtas de animação entre as quais “Marcello G, solo un hombre...” Posteriormente passou para as médias-metragens de animação com Pata Segura. Em 2005 estreou a sua primeira longa-metragem de ficção Vida en Marte e Buscando a Reynols, a sua primeira longa documental. Em final de 2007 terminou o documentário Construcción de una ciudad. Actualmente está a produzir a longa de ficção La hora de la Siesta de Sofia Mora com quem co-dirige a produtora Vamos Viendo Cine onde desenvolvem os seus projectos independentes.
+ Info: IMDB|Vídeo|Artigo|Entrevista|Site
Quarta, 29 de Julho às 22h00 THE R. STEVIE MOORE VIDEO SHOW De Nuno Monteiro (PT)
(Estreia Nacional)
(2009, videos, Portugal/ Estados Unidos, 90 min, DVD, cor, em inglês sem legendas)
"R. STEVIE MOORE é aclamado por uma pequena mas dedicada legião de fãs (que incluí artistas tão diversos como os XTC, Residents, David Thomas, Jad Fair e Ariel Pink) como sendo um dos mais fascinantes "tesouros musicais" das últimas décadas. Considerado o pai da Home Recording e pioneiro da ética DIY (Do It Yourself), R. Stevie nasceu em 1952 em Nashville. O seu pai, Bob Moore, o mais procurado baixista de estúdio Country, gravou com toda a gente desde Elvis a Kenny Rogers. Contrariando as expectativas de que seguiria os passos do pai, R. Stevie decidiu em vez disso dedicar-se a construir um túnel paralelo à história musical dos últimos 40 anos, acumulando um diário sonoro constituído por mais de 400 álbuns duplos de uma originalidade e diversidade alarmantes. Moore permanece até hoje virtualmente desconhecido e reside em New Jersey onde continua a vender a sua música por correio.
Nuno Monteiro encontrou-o em 2005 na internet e desde então tem trabalhado como o seu editor vídeo, montando clips a partir de material de arquivo cedido pelo artista. Este estudante de Belas Artes tem já editado mais de uma centena de vídeos sobre R. Stevie Moore. Foi com uma selecção deste material que resolvemos convidar Nuno Monteiro para nos apresentar o seu trabalho e o do mítico R. Stevie Moore antecipando o documentário antológico que está a ser preparado sobre a sua vida
+ Info: Site|Trailer|Vídeo|Vídeo
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Orquestra VGO
© Vera Marmelo
A música produzida pela Orquestra da Geometria Variável resulta do jogo do material acústico versus o electrónico, numa contínua busca de pequenos detalhes e significados – o som rompe do silêncio para nele voltar a megulhar… Com esta organização formal do caos, tenta-se aplicar novos conceitos de indeterminação e composição instantânea, através da erupção assimetricamente alternada de momentos de som e silêncio (ausência de som identificável) com predominância para estes últimos, seja pela emissão de sons de características subliminares e psico-acústicas, seja pela completa ausência de sons, permitindo assim aos músicos recuperar o seu ritmo natural de respiração e sentido aleatório de pulsação, bem como escutar toda a espécie de acontecimentos sonoros que estejam a ocorrer nesse preciso momento no espaço envolvente, ou então “simplesmente” escutar o que outro músico tenha começado, entretanto, a fazer, sem a preocupação de responder imediatamente e assim encher de forma inútil o espaço sonoro. Texto da autoria dos músicos
+ Info: Editora|Vídeo|Vídeo
Entrada : 6€
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TELEPATHE (US) AQUAPARQUE (PT)
TELEPATHE + Info: Site|Myspace|Vídeo|Vídeo|Vídeo|Vídeo
AQUAPARQUE + Info: Myspace|Vídeo
Entrada : 8€
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